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Como as gestoras de navios mantêm a bordo as peças certas: um catálogo único, stock mínimo para equipamento crítico, inventário fiável e peças ligadas à manutenção.
A gestão de peças sobressalentes de navios decide se um navio consegue reparar uma avaria no mar ou tem de esperar por uma entrega no porto seguinte. Fica entre o departamento técnico, o navio e as compras, e costuma falhar onde esses três mantêm registos separados. Este guia cobre o que mais importa: um catálogo partilhado, níveis de stock para equipamento crítico, a exatidão do inventário a bordo e a ligação à manutenção planeada.
A maioria dos problemas na gestão de peças marítimas começa na identificação. A mesma peça aparece com o número do fabricante num navio, com uma descrição noutro e com um código de fornecedor nas compras. Sem um catálogo único, ninguém consegue ver o stock total, comparar preços ou mover uma peça entre navios.
Identifique as peças por fabricante, modelo e número de peça do fabricante, ligadas ao equipamento a que pertencem em cada navio.
Use códigos IMPA para provisões e consumíveis, onde já existe um sistema de codificação comum.
Junte duplicados antes de criar artigos novos: uma peça, um registo, muitos navios.
Registe os números de peça substituídos para que as referências antigas e novas apontem para o mesmo artigo.
Nem todas as peças justificam stock a bordo. O Código ISM exige que se identifique o equipamento cuja avaria súbita pode criar uma situação perigosa, e essa lista é o ponto de partida natural para o stock mínimo.
Equipamento crítico: mantenha as peças necessárias para repor a função no mar, com mínimos acordados pelo departamento técnico.
Artigos com prazo de entrega longo: mantenha stock quando a entrega na zona de navegação demora mais do que o navio pode esperar em segurança.
Artigos de rotação elevada: defina mínimos e pontos de encomenda a partir do consumo real, revistos pelo menos uma vez por ano.
Tudo o resto: encomende quando necessário e evite stock que só existe porque foi encomendado uma vez.
Os níveis de stock só ajudam se os números a bordo estiverem certos. O inventário desvia-se quando as peças são usadas sem registo, recebidas sem contagem ou movidas entre paióis.
Registe o consumo contra o trabalho de manutenção que usou a peça, no momento em que é usada.
Conte as entregas recebidas contra a encomenda antes de as armazenar e registe as diferenças.
Faça contagens cíclicas das peças críticas em vez de uma única contagem anual.
Registe a localização a bordo para que a peça seja encontrada durante uma avaria.
O sistema de manutenção planeada sabe que trabalhos estão a vencer. Se cada trabalho indicar as peças de que precisa, as compras podem encomendar a tempo e o navio não fica à espera de uma peça no dia do trabalho.
Associe uma lista de peças às tarefas recorrentes e às revisões gerais.
Compare o stock com os próximos trabalhos e emita requisições a tempo do próximo porto adequado.
Compare as peças realmente usadas com a lista prevista para melhorar a estimativa seguinte.
Quando as peças são identificadas de forma consistente, os compradores podem comparar cotações em pé de igualdade, ver o histórico de preços por artigo e detetar aumentos invulgares. É aí que está a maior parte da poupança nas compras de peças: melhor informação no momento da compra, não um único concurso.
Guarde o histórico de preços por linha, peça e fornecedor.
Compare opções originais, alternativas aprovadas e stock partilhado quando a sociedade classificadora e o fabricante o permitam.
Reveja com os fornecedores as maiores categorias de despesa usando dados, não impressões gerais.
Escolha algumas medidas que mostrem se o processo funciona e acompanhe-as por navio.
Peças críticas abaixo do stock mínimo.
Trabalhos atrasados por falta de uma peça.
Exatidão do inventário nas contagens cíclicas.
Entregas urgentes e o seu custo adicional.
Valor do stock sem movimento nos últimos dois anos.
As peças pertencem a máquinas concretas e costumam ser identificadas pelo número de peça do fabricante. As provisões são consumíveis como ferramentas, produtos químicos, equipamento de segurança e artigos de alojamento, muitas vezes com códigos IMPA. Ambas precisam de gestão, mas as peças concentram o risco operacional.
Parta da lista de equipamento crítico, acrescente os artigos com prazo de entrega longo para a zona de navegação e as peças de rotação elevada segundo o consumo. Acorde os mínimos com o departamento técnico e reveja-os quando o equipamento ou as rotas mudarem.
Sim, quando os navios têm o mesmo equipamento e um catálogo partilhado mostra onde está o stock. Navios gémeos e armazéns em terra podem manter stock partilhado de artigos caros e pouco usados.
Próximos passos
Comece por uma classe de navio: limpe o catálogo do seu equipamento crítico, acorde os mínimos e ligue as peças aos trabalhos de manutenção recorrentes. Depois alargue ao resto da frota.
Comece pela decisão
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